Texto meio bobinho, por favor não me atirem pedras! Prometo que no próximo algo mais trabalhado virá.
-
A Espera
Tic-Tac. Tic-Tac. Dez minutos que parecem uma eternidade. Puro frissom. Toc-Toc. Os dedos tamborilam a mesa de madeira freneticamente, na esperança que o tão esperado "nhéééc" da porta, também de madeira, soe logo. Carros lá fora, buzinas intermináveis, blablablá de quem passa a pé, ônibus.
Tic-Tac. Onze. Hora do rush e pássaros cantam alegremente. Cachorros latem au, gatos miam miau e tudo o que o relógio consegue fazer é um irritante "tic-tac" que só parará quando terminar o aguarde. Este, que parece ser eterno... ele nunca chega! O pé balança e os lábios juntam-se e o dentes cerram-se e a respiração torna-se rápida.
Será a segunda vez, é o reencontro. A primeira foi boa; que essa seja perfeita. E que depois dessa venham muitas outras... Tic-Tac.
Doze. Doze intermináveis minutos. E tudo começou porque eu queria a opinião de um bom filme quando fui a locadora; ele se empolga quando fala do que gosta. Conversa vai-vem: café, bolinho, jantar. E agora isso. Doze e quinze, tic-tac. Droga! Droga, não, toc-toc dos dedos e o arrastar de móveis no andar de cima.
Doze e vinte. Interfone! Salto, desequilíbrio.
- Mande subir! - sorriso. TÉÉÉN, campainha. Mais sorriso.
NHEC.
- Treze! - segundo ela.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
Bossa
Cantava baixinho uma bossa qualquer, daquelas que falam das paixões da vida do poeta. Fazia-o tão distraída, que até então não saberia nem dizer se estava mesmo lá. O alvoroço a nossa volta, o restaurante, o mundo soava tão vazio para mim, forma qual além da canção, não havia mais nada. Todas as conversas ao meu redor eram mudas.
Eu também estava mudo... E meu reluto por falar não se resumia só a quebrar a sintonia do silêncio das mesas a minha volta, tampouco em cessar o cantar da amiga, que volto a dizer, talvez nem estivesse mesmo lá. Peguei meu prato e fui até o bufê.
Servi-me ainda calado, mas com palavras lutando para escapar... Estranho o jeito dos homens, de hesitar tanto para falar de flores. É besteira isso, penso eu. Mas como homem, também insisto em hesitar.
De volta a mesa, pensei mais mil poréns para ficar quieto, porém, "porém" algum serviu para me contentar. Engoli o tomate em seco, e deixei que fugisse por minha garganta que quer que estivesse entalado;
-Doce, 'tô sentindo falta de alguém aqui... Mas é de alguém que nem conheço... - Doce saiu de seu mundo tão repentinamente, que por um segundo, pareceu-me até ter se assustado. Apesar disso, sua voz não faltou com a casual meiguice ao falar comigo...
-Mas como assim? Falta de quem?
-Ah... Você não repara muito nas pessoas que almoçam por aqui todos os dias, né?...
-Acho que não muito. Você repara? - Veio um "sim' logo de cara em minha cabeça, porém o que saiu entre os lábios foi um mentiroso "não".
-Deixa pra lá, isso é coisa da minha cabeça... Disse isso voltando minha atenção ao prato ainda pela metade, e Doce, quando menos percebi já estava outra vez longe dali, perdida em uma outra velha bossa nova. Lembro-me, quando nos conhecemos eu estava a tocar violão em uma festa. Ela se sentou ao meu lado, e de início, ainda meio acanhada, ficou quieta só ouvindo. Ao entrar da madrugada, começou a cantar junto, pedir músicas, e entre outras, logo nos amigamos. Desde aquele dia até hoje, não vi (nem ouvi) uma música sequer que ela não conhecesse.
No dia seguinte, a cena se repetiu; Entrei no restaurante, e antes de me sentar busquei atento um par de olhos claros. Novamente não os achei. Doce segurou meu braço e me puxou para uma mesa próxima a janela, como quase sempre fazia. Ficamos sentados em silêncio, hoje ela não cantava, mas conservava na face o timbre de sempre. Pude ver além da janela o Sol à pico, fazia calor lá fora, porém dentro, bem no fundo, quase nevava.
Doce, após um longo suspiro, falou;
-Você estava a procurando, não é? - Estranhei a pergunta, fugi do assunto;
-Procurando o que?
-Você sabe... Os olhos...
-Olhos? - insisti em tentar fugir...
-Sim, aqueles olhos que você sempre procura. Eu sei quem lhe fez falta ontem.
-É... Ahh, eu sou tão na cara assim?
-Na verdade, é. Nunca falou com ela?
-Não... Tento tirá-la de minha cabeça quase sempre. Não vou perder meu tempo cultivando uma roseira que não vai dar flor.
-Se você acha... Bom, nem só roseiras dão flores... - Doce se levantou, e parou ao meu lado, a partir de então, tudo o que aconteceu foi feito um sonho acordado. Curvou-se próxima a minha face, e beijou-me de um jeito qual tenho certeza que só ela faria. Fiquei sem reação, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, Doce saiu andando. Cantava... ''O amor se deixa surpreender enquanto a noite vem...''
Passaram-se três semanas, e o cotidiano, sempre seguido a risca, fez-me entrar outra vez no restaurante. Busquei, ainda que em vão, olhos perdidos n'algum lugar. Sem vê-los, sentei-me em qualquer mesa de canto. Sozinho, sem bossa... E os olhos? Que me dizem por esperá-los?
Eu também estava mudo... E meu reluto por falar não se resumia só a quebrar a sintonia do silêncio das mesas a minha volta, tampouco em cessar o cantar da amiga, que volto a dizer, talvez nem estivesse mesmo lá. Peguei meu prato e fui até o bufê.
Servi-me ainda calado, mas com palavras lutando para escapar... Estranho o jeito dos homens, de hesitar tanto para falar de flores. É besteira isso, penso eu. Mas como homem, também insisto em hesitar.
De volta a mesa, pensei mais mil poréns para ficar quieto, porém, "porém" algum serviu para me contentar. Engoli o tomate em seco, e deixei que fugisse por minha garganta que quer que estivesse entalado;
-Doce, 'tô sentindo falta de alguém aqui... Mas é de alguém que nem conheço... - Doce saiu de seu mundo tão repentinamente, que por um segundo, pareceu-me até ter se assustado. Apesar disso, sua voz não faltou com a casual meiguice ao falar comigo...
-Mas como assim? Falta de quem?
-Ah... Você não repara muito nas pessoas que almoçam por aqui todos os dias, né?...
-Acho que não muito. Você repara? - Veio um "sim' logo de cara em minha cabeça, porém o que saiu entre os lábios foi um mentiroso "não".
-Deixa pra lá, isso é coisa da minha cabeça... Disse isso voltando minha atenção ao prato ainda pela metade, e Doce, quando menos percebi já estava outra vez longe dali, perdida em uma outra velha bossa nova. Lembro-me, quando nos conhecemos eu estava a tocar violão em uma festa. Ela se sentou ao meu lado, e de início, ainda meio acanhada, ficou quieta só ouvindo. Ao entrar da madrugada, começou a cantar junto, pedir músicas, e entre outras, logo nos amigamos. Desde aquele dia até hoje, não vi (nem ouvi) uma música sequer que ela não conhecesse.
No dia seguinte, a cena se repetiu; Entrei no restaurante, e antes de me sentar busquei atento um par de olhos claros. Novamente não os achei. Doce segurou meu braço e me puxou para uma mesa próxima a janela, como quase sempre fazia. Ficamos sentados em silêncio, hoje ela não cantava, mas conservava na face o timbre de sempre. Pude ver além da janela o Sol à pico, fazia calor lá fora, porém dentro, bem no fundo, quase nevava.
Doce, após um longo suspiro, falou;
-Você estava a procurando, não é? - Estranhei a pergunta, fugi do assunto;
-Procurando o que?
-Você sabe... Os olhos...
-Olhos? - insisti em tentar fugir...
-Sim, aqueles olhos que você sempre procura. Eu sei quem lhe fez falta ontem.
-É... Ahh, eu sou tão na cara assim?
-Na verdade, é. Nunca falou com ela?
-Não... Tento tirá-la de minha cabeça quase sempre. Não vou perder meu tempo cultivando uma roseira que não vai dar flor.
-Se você acha... Bom, nem só roseiras dão flores... - Doce se levantou, e parou ao meu lado, a partir de então, tudo o que aconteceu foi feito um sonho acordado. Curvou-se próxima a minha face, e beijou-me de um jeito qual tenho certeza que só ela faria. Fiquei sem reação, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, Doce saiu andando. Cantava... ''O amor se deixa surpreender enquanto a noite vem...''
Passaram-se três semanas, e o cotidiano, sempre seguido a risca, fez-me entrar outra vez no restaurante. Busquei, ainda que em vão, olhos perdidos n'algum lugar. Sem vê-los, sentei-me em qualquer mesa de canto. Sozinho, sem bossa... E os olhos? Que me dizem por esperá-los?
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Café
da kMe chama sempre assim, pr’uma conversa qualquer. E me encanta; canta.
Não liga pr’o que quer e nem para o tom do lugar. Mas quer ficar sempre entre nós, entre mim. A cada dia me cativa mais, como quem nada quer.
“Senta’qui!”, dizia afofando o lugar.
Chovia d’outro lado do vidro, e via-se a sincronia das folhas. O vento cantarolava, fazia sua mais bela melodia entrelaçar aquelas palavras túrgidas, abafadas e atrapalhadas ditas pelo plausível ser a minha frente. Ficava bonito...Mas talvez só para mim. Quem estava ao lado fingia não ver, mas ria de suas imitações tolas.
Falava; falava; falava e parou. Interrompido por um garçom: pediu dois cafés. E num intervalo de dois minutos para menos, observando a chuva, voltou.
Se Passaram 4 anos entre nós, sem nos vermos, sinto que o tempo parou. Tudo estava ali em seu devido lugar, pelo menos aparentemente.
Ainda tínhamos tudo aquilo, o algo mais posto em nossos olhares.
Depois de tanto tempo sem sentir um só abraço, de tantos apertões, o seu cheiro impregnou na minha roupa. Ali, eu estava feliz.
- O café chegou.
Entre as vírgulas e pontos finais tomava um gole ou outro. Mas não me deixava a só hora alguma. Seus olhos pareciam eternamente fixados aos meus, eram tão convidativos. Eram baixos, mas não tristes; confusos e pensativos, esbanjavam um sorriso para mim. Eu às vezes queria me perder dele, mas acabava por me perder nele, assim desviava o olhar para o café, mas ele não sumia, via agora seu reflexo.
Na cadeira estava o violão (se ele pudesse contar um pouco sobre nós, jamais se calaria); na mesa, as nossas chaves, o maço de cigarros junto ao isqueiro, a carteira e nossas mãos, estas se encontrando de vez em quando, mas sempre querendo ficar encaixadas.
Já não bastava somente o calor do café.
Pegou um cigarro e começou a falar baixinho, quase que sussurrando em meu ouvido. Estava caçoando o mesmo garçom que nos atendera minutos antes. Jogou ainda outras palavras, mas não eram tão importantes, o que me deixava longe era a maciez com que eram ditas.
Não acendeu o cigarro, primeiro o passou entre os dedos e depois colocou dentro do bolso de sua camisa pólo... Costume, assim era mais fácil de procura-lo quando sentisse o vicio bater.
Deixou seus olhos deslizarem juntamente as gotículas da chuva que estavam presas ao vidro. Voltou a nossa conversa.
Trouxe um pedaço do tempo que já estava longe de nós. Uma parte entre estas duas almas que desconhecíamos.
Mostrou-me fotos e tirou da sua carteira a 3x4 que havia dado a ele antes de partir. Pena que nem tudo acaba assim bonito e certo.
Deixou cair outra, mas de uma desconhecida, se não fosse tão distraída jurava que a vi entrar no café e sentar sozinha perto de nós.
Bateu o aperto que se juntou à saudade incondicional.
Minha mente estava em outra: depois daquele café, o que mais me aguardaria? Deixa-lo ou o ver partir?
O café entre nós havia esfriado.
Olhei novamente nos olhos daquele implausível ser diante de mim, alguma coisa teria me escapado no tempo em que não nos víamos, e os bons amigos que chegaram a algum dia ser algo mais já não se conheciam tão bem, o tempo já não estava para nós, e nós não estávamos para o tempo.
Em seu dedo reluzia o ultimo pedaço que iria nos separar; me arrancar todo o esforço e amor jogado por anos.
Perguntei se era realmente uma aliança e porque não havia me contado. Respondeu com um gesto positivo e disse que não encontrou maneira alguma para me dizer, não queria me contar.Mas precisava de algum jeito me mostrar, disse que ela estava ali, e que só estava esperando o momento certo...E esse existia?
Os olhos não retratavam mais tanta confiança, mas sim arrependimento e algum pressentimento sobre dois. Sabiam o que os meus fariam agora, se encheriam, mas não se deixariam cair.
Sentiu o meu desprezo.
Acabou-se o café, mas o meu permanecia ali, quase intocado.
A terceira pessoa já olhava em minha direção pedindo com gestos de impaciência para que me retirasse logo dali.
Alcancei minhas coisas e joguei o trocado em cima da mesa, pedi para que me ligasse depois, senti sua mão segurando meu pulso, implorando para que ficasse.
Implorou tanto, que ficou subentendido entre nós.
Coloquei o capuz para enfrentar as condições lá fora.
Levantei e disse apenas: “O meu café já está frio”.
Não liga pr’o que quer e nem para o tom do lugar. Mas quer ficar sempre entre nós, entre mim. A cada dia me cativa mais, como quem nada quer.
“Senta’qui!”, dizia afofando o lugar.
Chovia d’outro lado do vidro, e via-se a sincronia das folhas. O vento cantarolava, fazia sua mais bela melodia entrelaçar aquelas palavras túrgidas, abafadas e atrapalhadas ditas pelo plausível ser a minha frente. Ficava bonito...Mas talvez só para mim. Quem estava ao lado fingia não ver, mas ria de suas imitações tolas.
Falava; falava; falava e parou. Interrompido por um garçom: pediu dois cafés. E num intervalo de dois minutos para menos, observando a chuva, voltou.
Se Passaram 4 anos entre nós, sem nos vermos, sinto que o tempo parou. Tudo estava ali em seu devido lugar, pelo menos aparentemente.
Ainda tínhamos tudo aquilo, o algo mais posto em nossos olhares.
Depois de tanto tempo sem sentir um só abraço, de tantos apertões, o seu cheiro impregnou na minha roupa. Ali, eu estava feliz.
- O café chegou.
Entre as vírgulas e pontos finais tomava um gole ou outro. Mas não me deixava a só hora alguma. Seus olhos pareciam eternamente fixados aos meus, eram tão convidativos. Eram baixos, mas não tristes; confusos e pensativos, esbanjavam um sorriso para mim. Eu às vezes queria me perder dele, mas acabava por me perder nele, assim desviava o olhar para o café, mas ele não sumia, via agora seu reflexo.
Na cadeira estava o violão (se ele pudesse contar um pouco sobre nós, jamais se calaria); na mesa, as nossas chaves, o maço de cigarros junto ao isqueiro, a carteira e nossas mãos, estas se encontrando de vez em quando, mas sempre querendo ficar encaixadas.
Já não bastava somente o calor do café.
Pegou um cigarro e começou a falar baixinho, quase que sussurrando em meu ouvido. Estava caçoando o mesmo garçom que nos atendera minutos antes. Jogou ainda outras palavras, mas não eram tão importantes, o que me deixava longe era a maciez com que eram ditas.
Não acendeu o cigarro, primeiro o passou entre os dedos e depois colocou dentro do bolso de sua camisa pólo... Costume, assim era mais fácil de procura-lo quando sentisse o vicio bater.
Deixou seus olhos deslizarem juntamente as gotículas da chuva que estavam presas ao vidro. Voltou a nossa conversa.
Trouxe um pedaço do tempo que já estava longe de nós. Uma parte entre estas duas almas que desconhecíamos.
Mostrou-me fotos e tirou da sua carteira a 3x4 que havia dado a ele antes de partir. Pena que nem tudo acaba assim bonito e certo.
Deixou cair outra, mas de uma desconhecida, se não fosse tão distraída jurava que a vi entrar no café e sentar sozinha perto de nós.
Bateu o aperto que se juntou à saudade incondicional.
Minha mente estava em outra: depois daquele café, o que mais me aguardaria? Deixa-lo ou o ver partir?
O café entre nós havia esfriado.
Olhei novamente nos olhos daquele implausível ser diante de mim, alguma coisa teria me escapado no tempo em que não nos víamos, e os bons amigos que chegaram a algum dia ser algo mais já não se conheciam tão bem, o tempo já não estava para nós, e nós não estávamos para o tempo.
Em seu dedo reluzia o ultimo pedaço que iria nos separar; me arrancar todo o esforço e amor jogado por anos.
Perguntei se era realmente uma aliança e porque não havia me contado. Respondeu com um gesto positivo e disse que não encontrou maneira alguma para me dizer, não queria me contar.Mas precisava de algum jeito me mostrar, disse que ela estava ali, e que só estava esperando o momento certo...E esse existia?
Os olhos não retratavam mais tanta confiança, mas sim arrependimento e algum pressentimento sobre dois. Sabiam o que os meus fariam agora, se encheriam, mas não se deixariam cair.
Sentiu o meu desprezo.
Acabou-se o café, mas o meu permanecia ali, quase intocado.
A terceira pessoa já olhava em minha direção pedindo com gestos de impaciência para que me retirasse logo dali.
Alcancei minhas coisas e joguei o trocado em cima da mesa, pedi para que me ligasse depois, senti sua mão segurando meu pulso, implorando para que ficasse.
Implorou tanto, que ficou subentendido entre nós.
Coloquei o capuz para enfrentar as condições lá fora.
Levantei e disse apenas: “O meu café já está frio”.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Sorria: você está sendo filmado!
Visto que não era este que eu queria postar (é que eu não encontrei um outro, rs)... espero que gostem =) (e entendam o recado! haha)
Sorria: você está sendo filmado!
O mundo está cada vez mais chato! Os dias passam e as pessoas se estressam por qualquer coisinha, fecham a cara e esquecem de sorrir. Gente chata... Poxa, vamos deixar para emburrar apenas em situações irremediáveis, caso contrário: dê risada! E muita!
O riso extravasa todos os problemas do dia-a-dia, acalma os ânimos, traz paz de espírito e é a base da alegria. Ele contagia e é contagiante; é impossível não esboçar um sorrisinho quando vê um bebê dando uma gargalhada bem espontânea!
Você anda na rua e a única imagem que vê é: pessoas com ar mal humorado, andando depressa, pensando em problemas e trabalho e dificuldades... Não param um segundo para refletirem sobre e enxergar que isso só faz mal.
Deixe-me contar algo que aconteceu comigo dia desses... Estava indo para um curso a pé, e tinha que atravessar uma praça, e nesta há tantas pombas, Deus, quanta pomba! (E eu não gosto nada dessas criaturinhas peculiares...) E, de repente, uma delas veio voando na minha direção. Acabei me apavorando, óbvio! Um rapaz passou ao meu lado e disse “Olha lá a pomba, moça!”. Não me aguentei e ri muito, incontrolavelmente!
Apesar de ter sido um pouco constrangedor, preferi levar na brincadeira e dar risada, a me irritar à toa. Inclusive, por ter acontecido esse (terrível) caso comigo, sei que consegui arrancar um risinho de qualquer passante perdido em busca de um minuto sequer de refúgio do estresse diário, nem tão passageiro assim (mesmo que sem querer).
Por isso, conselho de alguém que quer a felicidade generalizada: sorria, e bastante! Exercite essa mandíbula com algo além de reclamar, rapaz! Faz bem para o bem-estar, para o coração e para a mente. Vale a pena, garanto!
Sorria: você está sendo filmado!
O mundo está cada vez mais chato! Os dias passam e as pessoas se estressam por qualquer coisinha, fecham a cara e esquecem de sorrir. Gente chata... Poxa, vamos deixar para emburrar apenas em situações irremediáveis, caso contrário: dê risada! E muita!
O riso extravasa todos os problemas do dia-a-dia, acalma os ânimos, traz paz de espírito e é a base da alegria. Ele contagia e é contagiante; é impossível não esboçar um sorrisinho quando vê um bebê dando uma gargalhada bem espontânea!
Você anda na rua e a única imagem que vê é: pessoas com ar mal humorado, andando depressa, pensando em problemas e trabalho e dificuldades... Não param um segundo para refletirem sobre e enxergar que isso só faz mal.
Deixe-me contar algo que aconteceu comigo dia desses... Estava indo para um curso a pé, e tinha que atravessar uma praça, e nesta há tantas pombas, Deus, quanta pomba! (E eu não gosto nada dessas criaturinhas peculiares...) E, de repente, uma delas veio voando na minha direção. Acabei me apavorando, óbvio! Um rapaz passou ao meu lado e disse “Olha lá a pomba, moça!”. Não me aguentei e ri muito, incontrolavelmente!
Apesar de ter sido um pouco constrangedor, preferi levar na brincadeira e dar risada, a me irritar à toa. Inclusive, por ter acontecido esse (terrível) caso comigo, sei que consegui arrancar um risinho de qualquer passante perdido em busca de um minuto sequer de refúgio do estresse diário, nem tão passageiro assim (mesmo que sem querer).
Por isso, conselho de alguém que quer a felicidade generalizada: sorria, e bastante! Exercite essa mandíbula com algo além de reclamar, rapaz! Faz bem para o bem-estar, para o coração e para a mente. Vale a pena, garanto!
sábado, 23 de maio de 2009
Soneto a quem passa
Alô alô leitores, venho eu novamente vos falar em um novo post do Zebra... Esta semana que se passou foi corrida, pois voltei de viagem no domingo, e passei dias cheios de coisa pra ajeitar. Mas hoje felizmente estou tranquilo e sem compromisso algum (graças às maquinas de xerox, que agilizaram meu trabalho de copiar matéria escolar atrasada). Então, sem mais demoras, o post de hoje, bem singelo; Um soneto que escrevi a umas semanas atrás, qual ao menos para mim, foi um marco (talvez mais por motivos pessoais do que por outros). Espero que gostem.
Soneto a quem passa
Passas tão perto de mim todo dia
E sequer nota minha existência
Não há no mundo maior penitência
Ainda assim, sem ti não sorriria.
E como algo mais que idolatria
Faz brotar em meu peito abstinência
Não há espada ou cruz que me convença
Que uma morte, por ti em vão seria.
E se da forma qual desejo ver-te
Qualquer dolência em mim se conssumasse
Trairia-me ao perder-me em sua face;
Pois das dores, seria a mais amena
Afogar-me por ti, então, pequena
Num poço claro, sonho azul e verde.
(P.S; Logo logo farei um post especial, haha, aguardem...)
Soneto a quem passa
Passas tão perto de mim todo dia
E sequer nota minha existência
Não há no mundo maior penitência
Ainda assim, sem ti não sorriria.
E como algo mais que idolatria
Faz brotar em meu peito abstinência
Não há espada ou cruz que me convença
Que uma morte, por ti em vão seria.
E se da forma qual desejo ver-te
Qualquer dolência em mim se conssumasse
Trairia-me ao perder-me em sua face;
Pois das dores, seria a mais amena
Afogar-me por ti, então, pequena
Num poço claro, sonho azul e verde.
(P.S; Logo logo farei um post especial, haha, aguardem...)
domingo, 17 de maio de 2009
Serial Killer
Tal texto não evidencia qualquer rastro da minha personalidade. Construi "Serial Killer" com a intenção de tentar compreender a mente deles. Li um livro com título quase homônimo ("Serial Killer: louco ou cruel?") há algum tempo. Espero que não me julgue através deste.
Enjoy, :*
Serial Killer
Maquinalmente vou criando planos; mirabolantes para alguns, completamente efetuáveis para mim. Independem de bons motivos: para mim sendo motivo já é bom. Meu cérebro é uma engrenagem que não pára um segundo sequer; não se cansa nunca.
Alguns chamam de doença, eu chamo de dom. Tenho absoluta certeza que não é qualquer um que consegue fazer o que eu faço. Já fui chamada de louca e esquisofrênica, mas tudo o que fiz foi em sã consciência.
Minha sede não é de sangue, é de dor. Da dor alheia, do choro, do desespero, do chamado do outro. Soa frio, eu sei, eu sou. Uma ou outra vez tentei mudar. A pedidos, confesso, mas falhei. E eu não gosto de falhar. Por isso eu sou assim. É infalível. Puno quem falha, não as permito, muito menos vindas de mim. Puno quem contradiz, quem contrapõe-se a mim.
Eu nunca consegui, e nunca conseguirei, explicar o que passa dentro de mim. Não diria que é simples, porque, além de eu não gostar do simples, seria hipócrita da minha parte afirmar isto. Por outro lado, “complexo” não é bem a palavra que me define. Sou assim. Indecifrável.
Minha torre de comando é minha mente, e minha alma é apenas um empecilho a mais. Pesa; faz de mim corcunda. Não que isso seja realmente um problema, só o digo para tentar libertar isso de mim, e mostrar-lhe que nem gênios são perfeitos.
Tornei o sofrimento meu instrumento de trabalho, e a preocupação com o que vem do outro a minha profissão, meu hobby, minha vida. E tudo o que a envolve – mesmo que tudo seja pouco.
Enjoy, :*
Serial Killer
Maquinalmente vou criando planos; mirabolantes para alguns, completamente efetuáveis para mim. Independem de bons motivos: para mim sendo motivo já é bom. Meu cérebro é uma engrenagem que não pára um segundo sequer; não se cansa nunca.
Alguns chamam de doença, eu chamo de dom. Tenho absoluta certeza que não é qualquer um que consegue fazer o que eu faço. Já fui chamada de louca e esquisofrênica, mas tudo o que fiz foi em sã consciência.
Minha sede não é de sangue, é de dor. Da dor alheia, do choro, do desespero, do chamado do outro. Soa frio, eu sei, eu sou. Uma ou outra vez tentei mudar. A pedidos, confesso, mas falhei. E eu não gosto de falhar. Por isso eu sou assim. É infalível. Puno quem falha, não as permito, muito menos vindas de mim. Puno quem contradiz, quem contrapõe-se a mim.
Eu nunca consegui, e nunca conseguirei, explicar o que passa dentro de mim. Não diria que é simples, porque, além de eu não gostar do simples, seria hipócrita da minha parte afirmar isto. Por outro lado, “complexo” não é bem a palavra que me define. Sou assim. Indecifrável.
Minha torre de comando é minha mente, e minha alma é apenas um empecilho a mais. Pesa; faz de mim corcunda. Não que isso seja realmente um problema, só o digo para tentar libertar isso de mim, e mostrar-lhe que nem gênios são perfeitos.
Tornei o sofrimento meu instrumento de trabalho, e a preocupação com o que vem do outro a minha profissão, meu hobby, minha vida. E tudo o que a envolve – mesmo que tudo seja pouco.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Delírios de um louco consciente
Estava conversando com a Patrícia a uns dois dias atrás, e papo vai papo vem, mostrei a ela uns textos meus já bem antigos. Nenhum deles tem muito a ver com os que escrevo hoje em dia, em questão de tema e tudo mais, são completamente opostos. Mas, but, o lance é que ela gostou, e sugeriu que eu postasse um desses textos, e como eu não sei dizer não para essa coisinha magricelinha, hoje, diretamente do fundo do baú da (in)felicidade; Delírios de um louco consciente! Espero que gostem. :D
Delírios de um louco consciente
Vozes diabólicas saem do meu armário,
Garras assustadoras se debatem inquietas em baixo de minha cama.
Vultos brancos silenciosamente passam pela minha janela,
E a fundo do escuro de meu quarto, sinto que algo me chama.
Perdido nas memórias de antigas noite intermináveis,
Sinto-me tão frágil como aquelas fracas e amedrontadas crianças.
Não há pensamento positivo que me ajude a enfrentar minha sombra,
Pois ao saber que o pior se aproxima, simplesmente perco as esperanças.
Gritos desesperados ecoam por toda extensão de minha mente,
Cicatrizes antigas inevitavelmente se abrem no meu peito,
Filetes de sangue repentinamente escorrem por meu corpo,
Dores insuportaveis atingem intensamente o meu ser imperfeito.
Sonhos e desejos se transformam em um frio pesadelo da vida real,
O prazer e a mentira colidem com a dura realidade em que agora estou.
Meus dias de criatura impura deixaram marcas que jamais serão esquecidas,
Foram tamanhos os meus erros, que hoje, sinto medo do que fui, e nojo do que sou.
Malditos demônios que matam minhas noites de sono,
Quem me dera tivesse força para exilá-los eternamente da minha vida.
Mas não a vela nem reza que seja capaz de faze-los sumir,
Então, conformado com a verdade, desisto de lutar nessa batalha perdida.
André Yonezawa
08/12/06
Delírios de um louco consciente
Vozes diabólicas saem do meu armário,
Garras assustadoras se debatem inquietas em baixo de minha cama.
Vultos brancos silenciosamente passam pela minha janela,
E a fundo do escuro de meu quarto, sinto que algo me chama.
Perdido nas memórias de antigas noite intermináveis,
Sinto-me tão frágil como aquelas fracas e amedrontadas crianças.
Não há pensamento positivo que me ajude a enfrentar minha sombra,
Pois ao saber que o pior se aproxima, simplesmente perco as esperanças.
Gritos desesperados ecoam por toda extensão de minha mente,
Cicatrizes antigas inevitavelmente se abrem no meu peito,
Filetes de sangue repentinamente escorrem por meu corpo,
Dores insuportaveis atingem intensamente o meu ser imperfeito.
Sonhos e desejos se transformam em um frio pesadelo da vida real,
O prazer e a mentira colidem com a dura realidade em que agora estou.
Meus dias de criatura impura deixaram marcas que jamais serão esquecidas,
Foram tamanhos os meus erros, que hoje, sinto medo do que fui, e nojo do que sou.
Malditos demônios que matam minhas noites de sono,
Quem me dera tivesse força para exilá-los eternamente da minha vida.
Mas não a vela nem reza que seja capaz de faze-los sumir,
Então, conformado com a verdade, desisto de lutar nessa batalha perdida.
André Yonezawa
08/12/06
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